Analisando o cenário dinâmico e altamente competitivo no qual as organizações disputam espaço atualmente, podemos perceber que a Tecnologia da Informação desempenha um papel cada dia mais crucial para o sucesso destas organizações.
Segundo (Fabiciak, 2009) entregar serviços de TI (Tecnologia da informação) com alta disponibilidade, segurança e desempenho, deixou de ser apenas uma meta do setor de TI e tornou-se uma questão de sobrevivência para o negócio.
Atualmente as decisões sobre os investimentos em TI são tratadas nas reuniões de planejamento estratégico pelo conselho administrativo da empresa, não é mais possível tratar a TI isoladamente. Desta forma, a TI deixou de ser tratada apenas por técnicos e passou a ser incorporada à estratégia da empresa, visando auxiliá-la a alcançar seus objetivos.
Com o efeito da globalização, as rápidas mudanças tecnológicas fizeram crescer de forma grandiosa a demanda por profissionais na área de TI. Mas, ao passe dessa demanda, nasce também uma desconfiança. Será que os profissionais de TI reconhecem o seu devido valor de mercado? Ou melhor, sobre o devido valor de seus serviços para o mercado?
Ao que tudo indica, nem todos sabem deste “pequeno” detalhe, talvez por falta de informação ou por simplesmente concentrar seus conhecimentos em seu “ knowhow”, esquecendo-se de outros pontos extremamente relevantes para a profissão.
De acordo com BIOS (2011):
“O valor de um profissional segue pelo valor de seus serviços, e não aquela máxima de “serviço bom é serviço caro”, mas sim de que “serviço bom é
serviço bem cobrado”, reconhecer o valor de sua profissão, de sua área de atuação é simplesmente imprescindível para reconhecer os padrões de mercado”.
Muitas empresas não reconhecem a área de TI como um departamento especializado, porém isso não ocorre em empresas de grande porte, até porque, elas necessitam dos profissionais de TI como um setor de inteligência competitiva, e sabem que estes profissionais são, por diversas vezes, a base de atualização, processamento de informação, ativos internos e atuação mercadológica das mesmas, porém em boa parte das empresas de pequeno e médio porte a área de TI é simplesmente uma ferramenta para estabelecer a comunicação entre a empresa e o consumidor, segue-se então uma desvalorização da profissão ao impasse desse reconhecimento superficial por parte destas organizações.
Segundo BIOS (2011):
“Pegando um gancho nas rotulações de Gerações, a tal Geração Y é vista como uma geração “dinâmica”, “flexível” e cheia de “motivação e criatividade”, por isso elas mudam de emprego constantemente, em busca de novas idéias, experiências etc.”
Bem, esta é uma explicação incompleta, visto que por diversas vezes o profissional de TI, desta nova geração, está mais focado em criar algo novo, e que de fato, traga algum benefício ao mundo, porém diversas empresas possuem aquela visão da geração passada (x) que não tem o costume de investir em novas ideias e segue aquele modelo já definido, acreditando que ainda, funciona de certa forma, então acaba por não valorizar como merece o profissional de TI. Este “choque” de geração acaba por fazer a geração “y”, que é mais “livre”, mudar bastante de emprego, já que a visão “limitada” da geração passada não bate com a visão mais ampla da nova geração. As empresas, mais especificamente, os gestores atuais, falham em buscar um profissional somente pelo seu conhecimento. É cobrado que ele saiba “tudo de tudo”, e por muitas vezes, o salário oferecido não condiz com pretensões.
Ao invés de buscar somente um profissional que “saiba tudo”, é preciso que a organização avalie o profissional principalmente pelo seu perfil e por suas habilidades. Portanto, o conhecimento, torna-se consequência, nesse caso. Atualmente os gestores não compreendem ainda qual a relevância dos profissionais de TI na tomada de decisão, talvez pela intensa competição existente no mercado capitalista, ou por simplesmente falta de senso crítico e avaliativo dos perfis profissionais na área de TI. Uma pesquisa realizada em 2003 pela Computer World, revelou naquele ano que os profissionais de TI não tinham uma perspectiva otimista em relação ao seu próprio crescimento profissional, embora, segundo a pesquisa, os profissionais não demonstram desinteresse ou arrependimento em relação a escolha da carreira de TI, o problema seria a falta de plano de carreira.
Ferramentas de gestão do conhecimento que estão sendo integradas internamente nas empresas/organizações, apontam algumas soluções como o “Sense Making”, que é uma orientação e socialização entre os colaboradores e os profissionais a respeito dos valores, missão e reordenação sobre as funções que se devem ser exercidas. É possível que o velho método de programa de recompensas não volte a funcionar normalmente, mas o “novo” método que condiciona motivação e orientação possa amenizar a linha que separa os gestores dos colaboradores/profissionais dentro de uma organização.
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